terça-feira, 22 de março de 2011

PARA QUE OS LÁBIOS NÃO PEQUEM













Diário de Um Pároco de Aldeia, Robert Bresson, 1950.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O DISCURSO DO REI


Surgiu na lista de e-mails da equipe do Filmologia (e também fora dela), uma breve pergunta sobre a escolha talvez óbvia de O Discurso do Rei para ser mais um Filme em foco. A questão era se ao escolhermos destinar alguns textos sobre a produção estaríamos legitimando um objeto já legitimado. Em outras palavras, se estaríamos com isso dando abono, um louro quem sabe “indevido” ao premiado e à opinião da academia que o premiou. De fato, essa nossa escolha se trata da escolha de uma escolha. A proposta na verdade institui-se apenas como uma oportunidade de entrar em contato com um “filme do momento” para além de seu status de vencedor. Conforme conversávamos – dentro e fora da internet – sobre a escolha do filme de Tom Hooper, ficou certo de que seria O Discurso do Rei o filme a ser tocado por alguns olhares. Olhares que, como se pode ver aqui, legitimam apenas as particularidades dos olhos e de suas posições, e não o filme, fora de toda e qualquer opinião de acordo ou de recusa, ou de qualquer prêmio que lhe tenha sido entregue. Exatamente o que queríamos, embora as escolhas do Oscar sejam muitas vezes difíceis de contornar.

ACESSE AQUI

sábado, 5 de março de 2011

A LEMBRANÇA DA PELE


Cisne Negro, Darren Aronofsky, 2010.

Meu muito obrigado ao amigo Ranieri Brandão por ter escrito para o Filmologia sobre aquilo que tem sido minha bênção/maldição de 2011: Cisne Negro. Primeiramente, recomendo a todos que LEIAM O TEXTO AQUI, uma crítica, diferente de qualquer coisa que eu poderia dizer...

Engraçado como as palavras mudam. Mas como no fundo elas nunca deixam de ser as mesmas. Ter sido tomado, corporalmente, pelo novo filme do Aronofsky, fez-me lembrar de dias mais antigos que este blog viveu. É só navegar pelos links, deixar o passado permanecer. E vejo aquele blog-diário, tão cheio de intimidades, carinhos e dramas, sempre tão fiéis aos filmes, claro. Dias em que eu não me escondia pelas palavras.

Cisne Negro, sob tantos aspectos, colocou-me diante de mim e calou-me. Impedido de externar, de chorar mais, de arriscar qualquer impressão em dias que já não pareço ser eu mesmo, em que eu fujo. E redescubro estar nesta confissão minha única saída.

Eu preciso parar mais. Eu preciso precisar de mais dores como as causadas por Cisne Negro em mim. E não importar-me com o mundo. Concentrar-me na pele. Pois é nela que o filme vive depois que as luzes se acendem, que as conversas retornam e voltamos a fingir.

É na pele que eu me lembro.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ACORDAR DIARIAMENTE É UMA ARTE

Cenas do filme As Luzes de Um Verão (Tran Anh Hung, 2000).