quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ESPECIAL BÉLA TARR - FILMOLOGIA



Mais uma vez, um nome conhecido apenas num pequeno meio restrito. Um nome assombroso dono de um cinema ainda maior do que isso, repleto de imagens as mais inesquecíveis e rigorosas (mais do que qualquer palavra, embora elas existam e marquem de fato, com força, sua presença) que pudemos ver nos últimos anos. De todas as formas (boas, más), o cinema do húngaro Béla Tarr instiga discussões as mais diversas e variadas. É um cinema espiritual? É um cinema da matéria? Da desgraça humana? É, visto hoje, depois de seus filmes mais conceituados, como um cinema esquemático, miserável e auto-indulgente? Todavia, é fato que ele pode ser presa fácil do que se chama de “cinema de autor”, do tal “perigo da repetição”.
Decerto, podemos afirmar, trata-se de um cinema muito particular, e, sobretudo, de um cinema sobre mundos. Não há de se encontrar aqui, nesta edição, entretanto, respostas definitivas sobre estes mundos tão íntimos (e ao mesmo tempo, tão universais) em nossos escritos: há olhares sobre os filmes de Béla Tarr, há posicionamentos sobre todos aqueles mundos que parecem destruídos e ao mesmo tempo imortais. Estes mesmos, que possuem uma grandiosidade talvez nada eloquente, muito embora provavelmente possamos dizer que são grande parte da constituição destes filmes sobre figuras no limite de seus universos, no limiar do sofrimento humano e da deterioração total.

Edição Especial #03 Béla Tarr

ACESSE AQUI

4 comentários:

  1. nossa! merecido post, já era tempo!

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  2. sabe que uma vez fui procurar a trilha sonora dos filmes dele (consegui, inclusive) e achei um texto sobre as músicas... Tarr sempre trabalha com o mesmo compositor e, apesar de realizar um cinema árido, trabalhar com questões da decadência humana e parecer pessimista, as músicas sempre indicam uma certa esperança. e se vc ouvir com atenção, concordará. vide a trilha sonora de Werckmeister.

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  3. hehehe, acabou o jejum sim. Rever Sátántangó foi das maiores experiências para guardar de 2011, e consegui fazê-lo integralmente, num dia só. Coisa mágica...
    Valeu pelos comentários!

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